Vinho jovem x vinho de guarda

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Você sabe o que significa dizer que um vinho é jovem? E o que é um vinho de guarda? Eles são muito diferentes e vale reforçar que o vinho de guarda já foi jovem um dia, mas nem todo vinho jovem é capaz de envelhecer bem. Ou seja, não é deixar o vinho guardado que vai fazê-lo se tornar de guarda, caso ele tenha sido produzido para ser consumido logo.

Mas, antes de te dar outros detalhes, vamos às principais diferenças entre eles: o vinho jovem é aquele que tem, no máximo, três anos, e apresenta aromas e sabores, principalmente, de frutas mais frescas. Já o vinho de guarda é aquele feito para durar décadas, costuma ser bem estruturado e normalmente passa um tempo na vinícola antes de sair para o mercado.

É muito comum as pessoas acreditarem que apenas os vinhos de guarda têm qualidade, mas não há nada que comprove isso, até porque muitos vinhos jovens são excelentes. Mas, em relação aos vinhos de guarda, é preciso você saber que eles têm que ser muito mais estruturados para aguentar os anos e, assim, melhorar com eles. Isso, além do processo de oxidação pelo qual ele vai passando, que agrega características diferentes ao vinho.

E o que quer dizer que o vinho precisa ser estruturado? É que, para resistir e melhorar com o tempo, ele deve ter muito corpo, alta acidez, mais álcool e taninos mais duros, que vão suavizando e melhorando com o tempo. Já no vinho jovem, essas características estão equilibradas e não se alteram ao longo dos anos.

Um vinho jovem vai apresentar, principalmente, aromas e sabores de frutas, alguns herbáceos, como grama recém-cortada, ervas, flores e sua cor vai ser viva e brilhante. Enquanto o vinho de guarda já vai ter características da possível madeira e da oxidação do tempo, como amêndoa, chocolate, noz, frutas mais secas, couro e tabaco. Além disso, sua coloração vai ganhando um tom acastanhado, tanto no tinto quanto no branco.

E como eu sei que o vinho é jovem ou de guarda? A maior parte dos vinhos hoje é jovem e são de safras de até três anos para trás do ano em que estamos. E os vinhos de guarda se justificam no preço, além de normalmente serem de vinícolas renomadas e mais tradicionais.

Para quem está iniciando no mundo dos vinhos, sugiro sempre começar pelos clássicos e, sem dúvida, pelos vinhos jovens, que são mais frutados e frescos. Mas, se você gosta dos aromas e sabores mais evoluídos, prepare o bolso e tenha paciência para deixar o vinho envelhecer.

A minha dica é provar de tudo para descobrir do que você gosta mais e também o que te desagrada. As uvas mais comuns, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Malbec, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling, podem te ajudar nessa seleção.

Apesar do mito de que o vinho é melhor quando envelhece, atualmente apenas 5% dos vinhos de todo o mundo são vinhos de guarda e o restante são vinhos feitos para durar, no máximo, cinco anos. Ou seja, não se apegue aos mitos que circulam por aí, experimente e aproveite todo e qualquer vinho.

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Lara Maciel é sommelière, colunista e gosta de falar sobre vinhos com simplicidade. Para segui-la no Instagram, clique aqui!

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