Tipos de rolha: você conhece a diferença entre elas?

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Quem já ouviu expressões como “se não tem rolha de cortiça, o vinho não é de boa qualidade” ou até mesmo “não compre vinho com tampa de rosca porque não presta”? Esses são apenas alguns dos mitos que rondam o universo dos vinhos e, hoje, trazemos algumas informações que vão te ajudar a tirar esses conceitos antigos da cabeça e apreciar seu vinho sem preocupação.

Para começar, você sabe para que serve a rolha?

A resposta é simples: conservar os vinhos sem interferir em seu sabor, aroma ou em sua textura. E se você já ouviu alguém dizer “esse vinho está com gosto de rolha”, já sabe o que significa, certo? Primeiro, que você não deve consumir esse vinho e, segundo é que foi por conta da má vedação da garrafa que o líquido teve seu sabor alterado.

A tradicional rolha de cortiça

Bastante comum e tida como sinônimo de qualidade para o vinho, a cortiça é extraída a partir da casca de sobreiro (você sabia?), que é uma árvore bastante comum na Europa, principalmente em Portugal e, por isso, o País é considerado o maior produtor de cortiça do mundo.

No entanto, embora a cortiça ainda seja vista por muita gente como a melhor forma de vedação de garrafas, é importante saber que muitos vinhos acabam sendo estragados por elas. Como assim? A cortiça é um material suscetível à contaminação por TCA – ou tricloroanisol –, e quando este fungo entra em contato com a cortiça, ele estraga o vinho (veja um material bem interessante aqui!). O resultado você já sabe: vinho com mofo. Ou seja, perdido!

Então não devemos escolher vinhos com rolha de cortiça?

Também não é bem assim! Mas é bom saber que, diante da perda considerável de vinhos por conta do TCA é que outras opções apareceram no mercado e você não deve olhar de forma negativa para elas. A seguir, listamos as principais e esperamos que da próxima vez que você receber sua Seleção do Clube aTábua ou que for comprar algum vinho lembre dessas informações que trouxemos pra você!

Cortiça: bastante comum e há quem diga que é o tipo essencial para vedar vinhos mais longevos. Ou seja, que serão envelhecidos para depois serem consumidos.

Vidro: você já viu alguma desse tipo? Não depende de abridor, possui um anel de silicone que permite a vedação e começou a ser produzida há pouco tempo, em meados dos anos 2000 como uma alternativa para a escassez das rolhas de cortiça (a árvore da qual é extraída, infelizmente, está em extinção).

Screw cap: mais conhecida como tampa de rosca e, mesmo que algumas pessoas relacionem a simplicidade deste tipo a um vinho sem qualidade – o que não é verdade! –, essa rolha proporciona um bom fechamento da garrafa e permite sua abertura de forma bastante prática.

Sintética: sua aparência lembra a rolha de cortiça – aliás, surgiu para substitui-la – e é facilmente encontrada em vinhos de consumo imediato. Isso porque faz pouco tempo que ela existe e, mesmo que já seja comprovado que não são correm o risco de serem contaminadas por TCA, ainda não foi comprovado sua eficácia em relação ao tempo de conservação e vedação.

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